quinta-feira, 2 de setembro de 2021

11 DE SETEMBRO

 


Caros leitores:


"Estamos a preparar o lançamento dos 13 livros da Nova Mymosa que ficaram por lançar desde a última apresentação de conjunto que a pandemia nos permitiu (e que teve lugar a 5 de Outubro do ano passado)."

Assim sendo, no próximo dia 11 de Setembro, sábado, a partir das 17 horas, no Pavilhão D39 (Editora Nova Mymosa) da Feira do Livro de Lisboa, terá lugar o lançamento das obras e uma breve apresentação.

Contamos convosco!

Até breve.

sábado, 24 de abril de 2021

A HORA DA POESIA - PODCAST

           


E mais uma vez não podia deixar de agradecer à Conceição Lima e à Rádio Vizela, a oportunidade de ouvir os meus poemas ganharem asas na voz da Conceição, da Ana Albergaria e do Carlos Revez, num programa que tem sido um suporte de partilha e divulgação de poetas e do seu trabalho.

Para quem não teve oportunidade de ouvir aqui fica o link do podcast:

https://www.mixcloud.com/Radiovizela/hora-da-poesia-programa-com-luis-bento-220421/?utm_source=notification&utm_medium=email&utm_campaign=notification_new_upload&utm_content=html



terça-feira, 20 de abril de 2021

HORA DA POESIA

 


HORA DE POESIA
Um programa muito aguardado depois de alguns adiamentos, quarentenas e desconfinamentos conduzido pela Conceição Lima, carinhosamente apelidada de "Madrinha dos Poetas".

"A cada quarta-feira, Conceição Lima apresenta um autor e a sua obra e este é um espaço que tem o seu fiel público que enche salas a cada sarau ou festa de aniversário. É já uma referência na marca cultural do concelho de Vizela. Desde os poetas mais consagrados, até aos que ainda se escondem atrás da pena, a autora do programa tem contribuído para a divulgação deste género literário e dos seus poetas que, através da “Hora da Poesia”, têm chegado aos quatro cantos do mundo."

Espero por vós, para falarmos de poesia, na próxima Quarta feira dia 21 de Abril, às 21 h, Hora de Poesia com este vosso autor.


sábado, 9 de janeiro de 2021

VERTIGENS


 


PARÁGRAFO


Ele veio com melancolia à nescença, mas era muito

esperto e, se tivesse sorte e Deus quisesse, havia

            de medrar e tornar-se num homem forte,

mas o destino não quis, morreu como um poeta: cedo

                                                               e sem dinheiro.

No intervalo do calendário ainda sobrou tempo para

                                                                um parágrafo.

Do meu últmo livro da Colecção Crateras da editora NOVA mymosa

Um especial abraço ao Luís Carmelo pela iniciativa!


domingo, 3 de janeiro de 2021

FOTOGRAFIA

 

Depois da morte do marido, o amor, resumia-se agora à inevitabilidade da memória de um passado que tinha valido a pena, a espraiar-se pelos filhos nascidos na Bélgica e as saudades que tinha daquele céu de chumbo, que convidava à leitura e reflexão no escritório aquecido, onde passavam largo tempo a olhar pela janela alta, em forma de ogiva com vitrais no canto, o relvado verde húmido onde alguns mais afoitos jogavam à bola de galochas.

Ela só queria voltar a encontrar alguém para partilhar a manta do escritório, dissertar sobre a apropriação artística da paisagem rural ou trocar ideias sobre A Montanha Mágica, ainda procurava nas redes sociais olhos para o seu corpo, sem resultado, as pessoas pensam que o insucesso se pega, a pele engelha e os dentes amarelecem até cair. Ainda tinha esperança num resto de vida a preços de oportunidade, fazer parte de uma história em que o elenco não saísse antes do fim, porque a morte, apesar de quase sempre separar mais vezes do que se pensava, doía menos se a levasse abraçada a alguém. Sentiu sempre a falta dele espalhada pela casa, especialmente na cama onde o amor a deixou sempre exausta e daí para cá esperou que aparecesse alguém para lhe baralhar a memória, que lhe fechasse as cortinas dos olhos e deitasse fora a chave dessa névoa passada em que fora gente.

Gostava de ter sido uma personagem de filme, uma qualquer, no cinema amava-se ou faziam-se coisas à distância com os olhos sem poiso certo ou com ele nas próximas cenas, com o público à espera do grand finale, mas era míope, custava-lhe a reconhecer um amor mesmo quando estava diante de si. Esbarrara no marido, literalmente e foi pelo cheiro, pelo hálito quente e neutro, depois foi uma questão de pele, arrepiava-se quando sentia os seus dentes nas costas, nos ombros, a puxarem-lhe o lóbulo da orelha, arrepiava-se ainda, sempre que pensava senti-lo em si, um só corpo com duas metades coladas.

Depois veio a doença, que pôs um ponto final numa frase inteira.

Aos poucos, desapareceu como funcionária, desfez-se como artesã deixando a meio as tapeçarias que ainda lhe davam alento, convivendo apenas com o vazio. O mal tomava forma nos insectos que apareciam na cozinha, não despejava o lixo com frequência diária e os pratos com restos de comida faziam fila na bancada. Estiraçada no sofá da sala, os dias eram iguais às noites, iluminados indirectamente pela televisão sempre ligada a que não prestava atenção. Não queria ajudas, preferia que não fizessem limpezas nem lhe mexessem nas coisas porque assim sabia andar pela casa sem sobressaltos ou acidentes, sempre fora assim desde que ficara a cargo da madrinha e engravidou na adolescência, mesmo a fechar o mês de Abril em setenta e dois.

E então, numa manhã quente de primavera levantou todo o dinheiro do banco, comprou um carro e fez-se à estrada, numa paisagem a animar-se na voragem com que as árvores perdem tamanho com a distância, até caberem dentro de uma fotografia.

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

ENTREVISTA LUÍS GALEGO - GALEGO ARMADO EM PROUST




A internet tem destas coisas... Conhecer gente boa, interessante e culta, partilhar ideias, textos, opiniões, há anos que conheço o Luís Galego na net, desde o auge dos blogs. Estive ausente das redes por motivos vários e é bom regressar, agora, com esta entrevista. Falei muito? Falei pouco? Em demasia não foi, certamente, que foi um prazer poder responder às perguntas!

GALEGO ARMADO EM PROUST (CIX)*

🔴 ‘Cavalheiro, culto e educado recita poemas …’. LUÍS BENTO nasceu em Lisboa no ano em que Jean Paul Sarte foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura e parece-lhe ser tempo de voltar a ser criança. Incomoda-o o facto de não ser eterno, não ter certezas, não conhecer Marte. Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas na Universidade (Clássica) de Lisboa e concluiu o mestrado em Ciências da Comunicação na Nova de Lisboa. Foi professor e bancário, mas é a ficção que mais o preenche. Assume-se como autor freelancer, contista, ghost-writer e poeta. Escrita criativa, revisão, biografias e teses são, igualmente, o seu mundo. Tem uma prosa irrequieta e surpreendente, patente desde logo nos suplementos literários de jornais que assinou durante a década de 80. É patrão do blog "bento-vai-pra-dentro-bento": crónicas e outras coisas, tiro aos dardos, pitta shoarma e batatas fritas onde publica sobre temas ligados à crítica de costumes e foi nesse seu mural que conheci o oportuno e sarcástico Luís Bento. Participou na "Coletânea Balaio de ideias, Sete Pecados, Antologia de Poesia Contemporânea" e publicou em edição de autor, no Brasil, o livro "Lusitânia Online". Na sua estrada de bom escrevinhador conta-se, ainda, a participação em diversas revistas nomeadamente na versão portuguesa da "The Printed Blog" e na revista online "Incomunidade e na Via Latina", da Associação de Estudantes da Universidade de Coimbra. Foi finalista e vencedor publicado, em conjunto com mais quatro autores, do Prémio Novos Talentos FNAC da literatura 2012. Com "Avessos" foi distinguido com o consagrado Prémio Nacional de Poesia de Fânzeres - 2015.
Também em Luís Bento existe uma trova do vento que passa: oiçam-no aqui em ‘Vento’, da sua obra “Des Existir do Improviso" - https://www.youtube.com/watch….

Registe-se, igualmente, a sua colaboração literária na revista digital "Torpor" (Passos de Voluptuosa Dança na Travagem Brusca), a sua presença em "Colecção Crateras Poesia" e em "Antologia de contos originais", que acaba de ser publicada e para a qual contribuiu com "O tom verde maduro das árvores a lembrar, vagamente, Montmartre" [http://www.edi-colibri.pt/Detalhes.aspx?ItemID=2461], comprovando a sua extrema versatilidade.

___ ‘Nas horas vagas [o Luís] anda por aí…’.

* Não foi possível publicar esta entrevista em tempo útil, mas seria uma pena se a conversa não fosse partilhada. Gosto [muito] de o ter aqui.

[Em tempos de isolamento social ouso interpelar várias personalidades das artes e das ciências. Publicarei uma ou mais entrevistas/questionários por semana que ficarão arquivadas neste mural num álbum – Galego Armado Em Proust – criado para o efeito, podendo ser consultado sempre que queiram. Esta é a centésima nona entrevista de uma série de 110].

'[...] salvava Reviver o passado em Brideshead, um fresco fabuloso sobre o período antes da segunda guerra e o rápido declínio do mundo em que os personagens se movimentam, não sei explicar, mas a ideia do declínio atrai-me.…'

1. Qual é a primeira memória que tens? Que tempo foi esse?
_. Às vezes não sei situar as memórias de forma específica, sei que foi na infância, mas não consigo precisar a idade, talvez 3 ou 4 anos, quando eu e os meus pais fomos dar um passeio pelo campo e resgatámos um pintassilgo caído de um ninho, lembro-me de os meus pais tentarem alimentá-lo com uma pipeta de soro nasal, mas em vão, o pintassilgo ainda com penugem acabou por morrer. Lembro-me da choradeira que fiz e de o meu pai perguntar se queria um peixinho... como eram todos dourados seria fácil substituí-los se algo acontecesse.
Nunca quis o peixe…

2. Quem gostarias de ter sido aos 15 anos? E agora?
_. Tanta coisa! De astronauta a bombeiro na infância aterrei no sonho da escrita.
Queria ser escritor, na altura, ter uma voz, uma intervenção e marcar de alguma forma o panorama literário, com aquela ideia romântica do autor de casaco de malha, sentado à secretária com uma vista desafogada e a viver do ofício. Hoje? Continuo a querer ser escritor.

3. És um Homem que chora?
_. Independentemente do género só almas insensíveis ou muito contidas não choram, essa ideia de que “um homem não chora nem que veja as tripas de outro na mão “, que ouvi na infância, além de desajustada e discriminatória não pega, provavelmente se visse as minhas tripas na mão já não ia a tempo de chorar. Sou emotivo, por vezes controlo uma ou outra emoção mais forte, não por vergonha ou preconceito, mas para ganhar forças para o obstáculo seguinte. Foi assim em dois momentos distintos: quando o Banco onde trabalhei durante 25 anos decidiu dispensar-me, juntamente com outros 297 colaboradores, numa sala, onde um amanuense ia debitando nomes que lia num tablet ou quando o médico me anunciou o diagnóstico de uma doença do foro oncológico e marcou de imediato a intervenção. Digamos que mordi os lábios.

4. De quem mais sentes falta?
_. De tanta gente... professores que me incentivaram e abriram o caminho para a escrita no secundário, de pensadores e artistas, de vozes que adorava continuar a ouvir, da minha mãe, sem dúvida, omnipresente em alguns textos que escrevi e que continua a ter razão naquilo que nós, normalmente, estamos numa idade em que achamos que o mundo é nosso e, por isso, não damos ouvidos.

5. Qual é a tua característica mais marcante?
_. Nesta idade... ainda ando à procura dela... (risos). Normalmente não ligo a marcas.
Enfim, acho que um certo humor corrosivo de mãos dadas com um estado de preocupação geral, em alerta permanente é o que me poderá definir melhor.

6. Como é que lidas com a frustração?
_. Essa é fácil! Escrevo! Mas por vezes pode ser um problema... ao invés de explodir no momento e dizer ao amanuense do Banco tudo o pensava sobre a sua desastrosa gestão, por exemplo, escrevi um texto corrosivo sobre o banco (incluído no romance que ganhou o prémio Lions), mas também tem coisas positivas, nos meus textos, pugno por uma intervenção social com as temáticas do quotidiano, as vidas, a doença, quase protagonista, que me ajuda a ultrapassá-la e, acredito eu, a outros leitores que estejam em situações menos boas.

7. O que deve limitar o território da intimidade?
_. Tal como outras fronteiras, há territórios que são transpostos, consciente ou inconscientemente. A intimidade é aquilo que nós acharmos não dever expor por pudor ou invasão do espaço alheio, balizado, em princípio, pelo bom senso, mas é difícil, o território da intimidade banalizou-se nas redes sociais e até na arte, como tento analisar na minha tese de doutoramento, exactamente sobre esse território do corpo transparente, da apropriação artística da imagiologia oncológica como estrutura de resistência ao dispositivo de poder. Basicamente, pessoas que fazem arte com a imagem da doença.

8. Que pessoa viva mais admiras?
_ A Malala, pela sua coragem, simplicidade, pela persistência e dedicação da sua vida a querer mudar o mundo, em condições difíceis e mostrar a importância da educação e do conhecimento.

9. Qual é a qualidade que mais aprecia numa mulher? E num homem?
_. Na mulher, a sua capacidade de não precisar de um homem para fazer a sua vida, no homem, o milagre de algumas vezes conseguir sobreviver sem a mulher (risos), em ambos, a inteligência e o sentido de humor.

10. Interessa-te o que a critica pensa?
_ Interessa e tem que interessar se quiser continuar a progredir, às vezes temos dificuldade em aceitar, depois de um trabalho árduo para defender uma dissertação, por exemplo, noites mal dormidas, stress, treinar a exposição e depois, num quarto de hora os arguentes só encontram pontos fracos, críticas, chamadas de atenção, é duro, tal como na minha escrita, indicações de que podia fazer de uma maneira diferente, mas vejo sempre o lado positivo da crítica: significa que alguém teve o mesmo esforço que eu para analisar o meu trabalho e apontar as fragilidades para melhoria e correção.

11. Ris facilmente de ti próprio?
_. Sempre! Sobretudo rio-me de mim próprio quando me disperso em eventos com público e me recordo das situações mais invulgares que me aconteceram, gaffes e outros incidentes, cometo muitas gaffes, falo de improviso e, por vezes, sem medir as palavras, o que é propício a incidentes, olham-me de soslaio, imaginam que tive alta do Rilhafoles e então rio-me das minhas figuras, das reações dos outros as minhas figuras. Aliás, a minha escrita é o território para rir de mim, pela boca de outras personagens.

12. Que mulher gostaria de ver como Presidente da República de Portugal?
_. Já era tempo de termos uma mulher na presidência da república... Todas! Menos a Cristina Ferreira! Pelo simples facto de que a Cristina ia transformar o palácio de Belém numa casa de espectáculos e o senhor Sousa já é entertainer em demasia...

13. Como interpretas a frase "Não sou racista, tenho até amigos negros"?
_. Um perfeito disparate. Um “rascimosinho” escondido na condescendência da adversativa, mostra logo ao que vem...condescender, neste tema é colocar-se a um nível mais elevado que não existe, nem pode existir, mas que ainda vai persistindo e que tem que ser combatido.

14. Faz sentido uma pergunta sobre origem [étnica] de cidadãos nos censos?
_. Se somos todos iguais perante a lei e se o objectivo prático dos censos é fazer a recolha objectiva de dados sobre empregabilidade, estudo, idade, distribuição geográfica, etc. Essa questão poderia ser aproveitada para descriminar ou desajustar a análise dos dados, levando a interpretações com outros interesses e aproveitamentos. Enquanto não houver segurança e justificação plausível para recolha dessa informação, tal questão não deve ser colocada.

15. O que responderias a quem que te perguntasse ‘A minha filha sente-se um rapaz. O que posso fazer?’
_ Podes e deves fazer tudo para que a tua filha seja feliz! Feliz na sua acepção literal: contente, alegre, radiante, quer no sentido de conceito. Conceito vem do latim, do verbo concipere, que significa "conter completamente", "formar dentro de si", ou seja, formar dentro de si contentamento pleno, no corpo, a única coisa de que somos proprietários, a par da nossa consciência, claro. Coincidentemente com esta entrevista, abordo a questão Trans no meu último conto publicado na Antologia de contos originais da editora Colibri.

16. Eu não vou em touradas! E tu?
_ Não vou em touradas, ponto. A provocação e o sofrimento animal não podem ser motivo de divertimento e espectáculo ainda que escorados na tradição, a tradição já não é o que era, ou ainda teríamos em vigor o Circo Romano e muito sinceramente, só o J&B é que mantém relações fortes. Excepção feita para as touradas de carácter erótico...

17. Laura Ferreira dos Santos na sua luta “pelo direito a morrer com dignidade” implorava “só peço o direito a não morrer aos bocadinhos.”. Eutanásia: crime ou compaixão?
_. Nem crime nem compaixão, uma escolha de vida, como referi umas perguntas antes, nós somos os únicos e legítimos proprietários do nosso corpo e consciência. Nos casos clínicos comprovados de doença degenerativa, incurável e progressiva, penso que temos o direito de morrer de uma só vez e não em prestações sucessivas, dependentes de máquinas e de terceiros, à espera do milagre.

18. Eu preocupo-me muito com os animais, mas ser vegan não será um pouco exagerado?
_ Bom... um dos direitos que devia estar consagrado na cartilha universal dos direitos do homem devia ser o direito à incoerência. Eu, incoerente me confesso. Preocupo-me com a defesa da vida e dignidade animal, mas ainda não sou vegan, mas la chegará o dia em que não teremos outra opção. Tenho vindo a aumentar o consumo de vegetais em detrimento da carne.

19. ‘Nasceu-te um filho. Não conhecerás, jamais, a extrema solidão da vida…’, versos de Jorge de Sena. Subscreves?
_ Adoro o Jorge de Sena. Percebo o sentido dos seus versos, a extrema solidão depende das acções de filhos e de pais e efetivamente, com o nascimento de um filho mantemos o pensamento ocupado na escola, no seu futuro, no seu progresso, nesse sentido não estamos sós, mas olhando para alguns maus exemplos de idosos depositados em lares quando já não são “úteis”, não sei se, hoje, Jorge de Sena não alteraria os versos.

20. Qual consideras ser a tua maior conquista?
_ Ser pai. É uma categoria que vamos conquistando ao longo de anos. Depois há outras pequenas conquistas, sobreviver a um acidente automóvel, vencer o cancro, ultrapassar uma situação de desemprego.
21. Onde e quando foste mais feliz?
_ Todos os dias em que dou por eles, porque estou acordado, é um dia feliz. O ser “mais” feliz é uma busca constante.

22. Qual o teu herói da ficção? Quem são os seus heróis da vida real?
_. Na ficção, especialmente na BD, o Mandrake, sempre gostei de ilusionismo, tanto como o que tento criar na escrita, na vida real todos aqueles que diariamente andam numa luta constante para manter a subsistência e outros que, de alguma forma tenham ajudado a construir um mundo mais equilibrado e justo e, claro, os filhos, esses são sempre os heróis para os pais.

23. Que profissão, que não fosse a actual, admitirias exercer?
_. Admitiria e quereria! Exercer o ofício da escrita, escritor a tempo inteiro, não pela ideia romântica do glamour da profissão, nem pela vaidade da exposição mediática, mas pelo prazer de imaginar mundos, construir personagens e enredos, apesar do risco financeiro.

24. Um historiador de literatura e um tradutor que aconselhes.
_ Um historiador de literatura. José Barreiros, os seus dois volumes da História da literatura portuguesa acompanharam a minha licenciatura, praticamente, não saíram da cabeceira, um tradutor, pelo trabalho realizado na densa obra de Anne Burns, Milkman, o Miguel Romeira.

25. Quais são os teus escritores preferidos [incluindo os poetas, contistas, dramaturgos, letristas …]?
_ Tantos, mas tantos mesmo. Lobo Antunes, que já merecia o Nobel e de quem, regularmente leio a Memória de Elefante, Mário Cláudio, que também já merecia o Nobel, Proust, de quem andei a fugir na Faculdade e me deixei aprisionar alguns anos mais tarde, Anna Burns, Julian Barnes, O sentido do fim é um livro fantástico, Audur Ava Ólafsdótti, pelo maravilhoso Hotel Silêncio e Robert Seethaler.

26. E o pintor? Um arquiteto e já agora um fotografo?
_. Um pintor, Jorge Pinheiro, a análise do seu quadro o Bispo (azul), rendeu-me uma boa nota na cadeira de Artes Plásticas, (risos), Siza Vieira é incontornável na arquitectura e na fotografia, Júlio Aires, cujo trabalho conheci por via das redes sociais e que apresenta uma densidade, um equilíbrio e um humanismo nas suas composições a preto e branco, com seu eterno e belo Porto como cenário.

27. Um verso de que gostes muito? E um verso teu?
_. Um poema de que gosto muito:
Teu nome
espaço
*
meu nome
espera
*
teu nome
astúcias
*
meu nome
agulhas
*
teu nome
nau
*
meu nome
noite
teu nome
ninguém
*
meu nome
também
[De Ana Martins Marques]

__. Um verso meu... intitulado Anonimato do livro Des Existir do Improviso:
“E então fugiu do anonimato a pensar que escapava à morte,
Mas não conseguiu voltar a tempo...”

28. Se fosse um dia preciso salvar das águas apenas um livro de todos os que leste, qual seria?
_. Espero que esse dia nunca chegue, mas salvava Reviver o passado em Brideshead, um fresco fabuloso sobre o período antes da segunda guerra e o rápido declínio do mundo em que os personagens se movimentam, não sei explicar, mas a ideia do declínio atrai-me.

29. Um comentário que não esqueces relativamente ao Blog "Bento vai pra dentro". E relativo a "Des Existir do Improviso" e a "Avessos".
_. Em relação ao blog, já há muito que ninguém comenta, é cada vez mais raro. Destacaria um comentário a um post intitulado Penso, logo exílio, publicado em 2013: “Escrita contemporânea. Pura. É o fazer pensar sobre o mundo e a vida, o emergir da nossa condição de leitores à partida passivos, mas determinados pela leitura na atitude de escolha de ler quem assim escreve. Numa escrita narrativa profundamente inovadora, numa lógica de comunicação e de sucessão do tempo, afirmas fidelidade à memória doce de valores fundamentais como o amor, a vida, o ser. No meu entender, e já não é de hoje, és um escritor que evidencia um modo labiríntico de compor textos com registos diferenciados embora seguros e coesos, veiculando uma pungência de sensibilidade que confere ainda mais acutilância ao rigor formal e fechado das palavras. É uma escrita densa que obriga a leitura(s) conscientes e múltiplas. São leituras com uma ironia aguda que afirma uma vocação pessoal para a crítica pela observação de costumes e de ambientes político-sociais. Memórias…flashbacks que nos transportam a outros tempos sem perder o norte ou o pé que temos no presente. Uma quase consciência crítica em ambiente contemporâneo alicerçado à memória nacional do passado recente, numa evocação de ambientes e figuras próximas. Tens uma marca discursiva muito própria…persistente e inconfundível. Penso logo exílio. Leio logo lembro. Resta-me pensar… logo… Parabéns. Excelente.”
Sobre o Des Existir do Improvis, sem dúvida, o comentário do Luís Galego: “Estimado Luís chegou-me hoje o teu livro. Já li e reli alguns poemas. Tu és mesmo bom, caraças”.

30. Quem é o teu compositor preferido?
_ Rachmaninoff, pelos prelúdios.

31. Se um realizador te pedisse para com ele colaborar numa nova versão de um dos seguintes filmes por qual optarias: "Rocco e seus irmãos" [Luchino Viscont], "Jules e Jim" [François Truffaut], "Central do Brasil" [Walter Salles] ou "Belarmino" [Fernando Lopes].
_ Central do Brasil de Walter Salles, sem dúvida. Uma história comovente, uma análise sobre um Brasil profundo feito de encontros e desencontros, a solidão, o caminho, a esperança, um humor enviesado, uma forte crítica à injustiça e a enorme lição de que podemos vencer essa coisa criada para nos amolecer a vontade que a literatura e a religião chamaram de destino. Punha algum freio no meu humor corrosivo e acentuava os murros no estômago [https://www.youtube.com/watch?v=xmMR46HsaBc].

32. Com quem dançarias até às 5 da madrugada?
_. Com ninguém, não quero impor suplício ou desastre.

33. ‘Embriagai-vos sem cessar! Com vinho, poesia, virtude! Como quiserdes …!’ [mais coisa, menos coisa], disse Baudelaire. Caro Luís, esquece a poesia e a virtude e diz-me em que contexto apanhaste a maior bebedeira [se é que…]?
_. Com o Baudelaire não foi com certeza, que levei com ele na faculdade de letras numa altura em que as obrigações eram o caminho mais rápido para a balda, com vinho, mas mais com whisky, nesses gloriosos tempos em que tínhamos uma tertúlia. Saiamos das aulas da Faculdade, íamos comprar whisky e falávamos de Edgar Morin, Mário Vargas Llosa, Barthes e chegava a casa as 10h da manhã do dia seguinte mesmo em cima da hora das frequências. Agora, agora, o único contexto para cair de quatro, talvez quando conseguir publicar o meu romance.

34. Consegues eleger o prato da tua vida?
_. Consigo comer! Que é diferente, favas guisadas, que o meu estômago não tem pedigree.

35. Uma cidade/um país onde voltarias? Um país/uma cidade por descobrir?
_ Voltaria a Florença, à Itália toda refazendo um percurso de férias, de carro, do passado recente: Lisboa, Bilbao, Pau, Carcassone, Nice, Monte Carlo, Génova, Luca, Pisa, Florença. Reiquiavique e a Islândia, à conta das descobertas literárias mais recentes.

36. Qual é o teu atual estado de espírito?
_. Oscilo muito entre a euforia e a disforia. Em termos de estado, se não fosse humano seria um elevador. Atualmente, o meu espírito não tem “Estado”, é um pária, porque não consigo escrever.

37. Ainda se morre por amor ou isso só acontece nos poemas que nos atormentam o espirito?
_. Morre-se mais de solidão, por falta de amor. Mas gostava de morrer de amor no poema da Maria Teresa Horta:
‘Morrer de amor
ao pé da tua boca
*
Desfalecer
à pele
do sorriso
*
Sufocar
de prazer
com o teu corpo
*
Trocar tudo por ti
se for preciso’.

38. Não se pode resumir uma vida numa palavra, disse Bernard Pivot. Ainda assim, diz-me uma palavra de que gostes.
_ Forrobodó, inicialmente farrobodó derivado do primeiro conde de Farroba que dava festas sumptuosas e ruidosas onde hoje fica o Zoo de Lisboa. Era como deveria ser a nossa vida, um forrobodó e não o inferno em que por vezes os outros a transformam. Os outros que também somos nós. Malandro do Sartre!

39. Para fecharmos este questionário/entrevista que pergunta gostarias de me fazer?
_ Gostaria de fazer muitas, mas pelo menos duas: Quando é que vamos tomar esse café? E Quando é que vamos tomar esse café?

Muito Obrigado Luís Bento!
Luís Galego
17.08.2020

📷self.

 Entrevistas anteriores: (I) André Freire, (II) Eugénia Vasques, (III) João Brás, (IV) Mamadou Mahmoud N'Dongo, (V) Noémia Costa, (VI) Rogério Pacheco, (VII) Fernando Heitor, (VIII) Luís Osório, (IX) Inês Fonseca, (X) Maria Matos, (XI) João Costa, (XII) Elísio Summavielle, (XIII) Eduardo Pitta, (XIV) Teolinda Gersão, (XV) Hortênsia Calçada, (XVI) Pedro Vieira, (XVII) Maria João Luís, (XVIII) Hugo van der Ding, (XIX) Anne Victorino de Almeida, (XX) Ana Cássia Rebelo, (XXI) António Manuel Ribeiro, (XXII) Yvette Centeno, (XXIII) Roberto Pereira Rodrigues, (XXIV) Daniel Sampaio, (XXV) José Correia Guedes, (XXVI) Dolores Parreira, (XXVII) Isac Graça, (XXVIII) Inês Thomas Almeida, (XXIX) Maria Quintans, (XXX) André Maia, (XXXI) João Pedro Vala, (XXXII) Inês Fontinha, (XXXIII) Matamba Joaquim, (XXXIV) Lurdes Feio, (XXXV) Martim Pedroso, (XXXVI) Ana Salazar, (XXXVII) Rosa Vaz, (XXXVIII) Helena Coelho, (XXXIX) Mc Somsen, (XL) Emília Ferreira, (XLI) Ângela Pinto, (XLII) Rui de Luna, (XLIII) Estelle Valente, (XLIV) Isabel Mendes Ferreira, (XLV) Dalila Carmo, (XLVI) André Osório, (XLVII) Isabel Medina, (XLVIII) João Pinto, (XLIX) Bruno Gomes Gonçalves, (L) Paula Perfeito, (LI) Frederico Corado, (LII) Elmano Sancho, (LIII) Ana Margarida de Carvalho, (LIV) Luís Reis, (LV) Lucinda Loureiro, (LVI) Paulo Otero, (LVII) André Tecedeiro, (LVIII) Vera de Vilhena, (LIX) Tiago Salazar, (LX) Cecília Carmo, (LXI) Carlos Prado, (LXII) Alberto Villar, (LXIII) Olga Roriz, (LXIV) Itamar Vieira Junior, (LXV) São José Lapa, (LXVI) Fernando Ventura, (LXVII) Fernando Ramos, (LXVIII) Manuel Halpern, (LXIX) Catarina Figueiredo Cardoso, (LXX) Jacinta Jazz, (LXXI) Maurício Gomes, (LXXII) Joana Emídio Marques, (LXXIII) Rita Ferro, (LXXIV) David Simões, (LXXV) Sílvia Vasconcelos, (LXXVI) Cristina Vidal, (LXXVII) Rafeiro Perfumado, (LXXVIII) Daniel Bernardes, (LXXVIX) Fernando Ferreira, (LXXX) Simão Rubim, (LXXXI) Luísa Dulca Soares, (LXXXII) António Capelo, (LXXXIII) Ricardo Fonseca Mota, (LXXXIV) João Neto, (LXXXV) Levi Martins, (LXXXVI) Tiago Guedes, (LXXXVII) Miguel-Manso, (LXXXVIII) André Gago, (LXXXIX) Cecília Barreira, (XC) Rui Effe, (XCI) Analu Prestes, (XCII) Isabel Rio Novo, (XCIII) Cristina Carvalho, (XCIV) Jorge Silva Melo, (XCV) José Magalhães, (XCVI) Paulo Teixeira Pinto, (XCVII) Miguel Poiares Maduro, (XCVIII) Tomás Kisseleca, (XCVIX) Pedro Penim, (C) Maria Eduarda Colares, (CI) Eduardo Quive, (CII) Júlio Lellis, (CIII) Mafalda Ribeiro, (CIV) Paulo Guerra, (CV) Mariana Ianelli, (CVI) Miguel Almeida Bruno, (CVII) Vítor Serrão, (CVIII) Miguel Loureiro.

#luisbento #galegoarmadoemproust

 Luís Galego adicionou uma foto nova de 17 de agosto às 15:03 ao álbum: GALEGO ARMADO EM PROUST — com Luís Galego II e Luis Bento.

terça-feira, 4 de agosto de 2020

O TOM VERDE MADURO DAS ÁRVORES A LEMBRAR, VAGAMENTE, MONTMARTRE


   

                                           

E eis que chegaram alguns exemplares....

Um cheirinho de "O tom verde maduro das árvores a lembrar, vagamente, Montmartre"

A visão ácida  e irónica de um escritor sobre o quotidiano de algumas personagens vagamente interessantes, que acaba por se embrenhar na própria história.

Não falta humor, sexo, desilusão e esperança numa história com um final inesperado.





ANTOLOGIA DE CONTOS ORIGINAIS - EDIÇÕES COLIBRI




Acaba de ser publicada a Antologia de contos originais, na qual me orgulho de contribuir com o conto 

"O tom verde maduro das árvores a lembrar, vagamente, Montmartre"

Uma crítica de costumes com um final desconcertante.

Um grande obrigado ao João de Mancelos e a todas e todos na Editora Colibri





terça-feira, 28 de abril de 2020

JACK VETTRIANO







Depois da moda das estantes, agora vem a moda da reprodução de quadros clássicos.

Jack Vettriano de Linda a Velha...

terça-feira, 14 de abril de 2020

TRINCHEIRA DO AMOR


Michal Trpák


Escrevo com a pressa de quem foge, imprevisto mergulho na voragem da tua condescendência, em mais um dia de sol e quarentena, em rotundo esforço para pousar o comando da televisão  e desenfiar as nádegas do sofá. Tocam à porta. É o carteiro, não tenho correspondência, mas toca sempre para aqui para lhe abrir a porta, num prédio confinado a uma ausência prolongada. Continuo indiferente. Mudo os canais e fixo-me numa série cómica, abro um pacote de batatas fritas, cento e vinte gramas de polinsaturados, em óleo de girassol, trinta e cinco por cento de matéria gorda e hidratos, sem corantes, saído da fábrica da Póvoa de Santa Iria. Trinco uma. Esboço uma tentativa de gargalhada. Mudo de canal, um thriller; mudo novamente, um drama familiar que envolve traição, doença e arrependimento. Regresso à série cómica. Imagino que estás aqui, encostamo-nos e dormimos em elipse, no lugar da incerteza, trincheira do amor.
E chove, finalmente.

CONFINAMENTO




Ogri_world

A crueldade manifesta-se nos pequenos pormenores do dia a dia, no momento em que nos apercebermos que a vida já não leva rumo, nem vontade para se endireitar, fruto da passividade caucionada pela ignorância e pelos média, em décadas de perda de contacto com a realidade crua por via semântica e pelo mero encolher de ombros.
Vivemos sempre em relação ao outro, em função da imagem que temos do mundo pelo lugar que ocupamos no espaço geográfico. Fazemos as pequenas coisas que podemos e outras que não podemos, muitas vezes, as que não devemos, à espera das boas graças e da benevolência de um destino que, à luz da história, nos tornou donos de algo que nunca foi nosso.



POEMAS DE QUARENTENA





Já tem uns anitos, mas tem tudo a ver com este tempo de quarentena.


segunda-feira, 13 de abril de 2020

CORONA LISA


               Flavia Millen


É isto, não é ?



PICO E PLANALTO



Pinterest

"Nós por cá, todos bem."

Entre o pico e o planalto da curva, em Barcelos já não se fazem galos, mas filas para beijar a cruz, o Ricardo Araújo Pereira é uma Cristina Ferreira com pelos no peito e o entertainer de Belém aprendeu a mexer no PBX para telefonar ao Luís e esquecendo-se de todos os outros...

Siga a Marinha que atrás vem o exército, se houver dinheiro para o combustível...


PRAIA





Nunca mais chega o tempo de praia...


sábado, 11 de abril de 2020

LISBOA DO MEDINA




E pronto, Fernando Medina conseguiu demolir um edifício com património que deveria ser protegido, com restrições impostas pelo gabinete da Mouraria (obrigatoriedade de proteger e manter azulejos do século XVIII, impossibilidade de utilização de alumínios e soalhos flutuantes para respeitar o plano original do prédio), para construir a mesquita. 

Não arranjou Vossa Excelência, nos intervalos da visita aos estaleiros, um bocadinho para dizer aos cidadãos como se processou o financiamento, o custo da expropriação e demolição e como se justifica que se financie esta obra e não outras de outras tantas confissões religiosas? 

A Câmara é rica ou descobriram, finalmente, petróleo no Beato?


IMPULSE



Dina Balenko


E se um desconhecido lhe oferecer laranjas, isso é... Impulse! "


PERSONAGENS DIFÍCEIS




Dia de sol e céu limpo, uma leve bisa a acariciar os cabelos (a introdução não podia ser mais kitsch, ao arrepio de todas as convenções literárias) 

Ela disparou à queima roupa:

- O ques estás a fazer num dia tão bonito?


E ele, sem metáforas, nem rodeios, respondeu-lhe:


- À procura de fins possíveis para personagens difíceis...

GRAMÁTICA






"A gramática, a mesma árida gramática, transforma-se em algo parecido a uma feitiçaria evocatória; as palavras ressuscitam revestidas de carne e osso, o substantivo, em sua majestade substancial, o adjectivo, roupa transparente que o veste e dá cor como um verniz, e o verbo, anjo do movimento que dá impulso à frase."

Charles Baudelaire


HOPPER


Hopper

A sensação amadurecida de que ainda falta muito caminho...

OS PORTUGUESES, ESSES MALUCOS






(...) Os portugueses são particularmente sensíveis à ausência, o que os faz constantemente ansiar pelo pleno. (...) Pleno de palavras, pleno de pensamentos, pleno de agitação, pleno de movimentos (...) "uma estranha semiótica rege este país. Um português pergunta a outro: "Aonde vais este fim-de-semana?" O outro responde: " Fico por aí..." (...) " É a vida."

José Gil

PRECIPÍCIO


Patrik Svenson

Só não tem medo do precipício quem aprendeu a voar.


OFFICE MAN



DEPARTAMENTO EDITORIAL




Olha...Afinal não sou o único...

"O primeiro passo, muitos anos antes, tinha sido clássico: enviar originais para editoras. Só recebeu portas fechadas. "As editoras não respondem... Então houve uma altura em que deixei de enviar e percebi que tinha de ir por mim.""

Pedro Chagas Freitas

quarta-feira, 8 de abril de 2020

TEMPO DE QUARENTENA TEMPO DE LEITURA




Tempo de quarentena é tempo de leitura.

A revista Novos Livros, exclusivamente editada em formato digital é um projecto de grande qualidade, dirigida pelo bom amigo José Augusto Nunes Carneiro, que por amor aos livros se propõe divulgar as novidades literárias, os autores e partilhar informação e eventos. Na rubrica deste mês, dedicada às sugestões de leitura de autores e jornalistas, teve a amabilidade de incluir a minha sugestão.

Abraço José Augusto Nunes Carneiro