Mostrar mensagens com a etiqueta Poesia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Poesia. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

terça-feira, 30 de outubro de 2018

O MATRECO




"Diz-se às vezes da poesia
O que o matreco diz
de uma mão sem pulso."

IN, Histórias Muito Pequenas e Muito Más 
Vasquinho Dasse

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

CORPOS





"Sou dois corpos em dias alternados.
Nuns sou instrumento da felicidade e da sabedoria,
Noutros sou produto da razão.
Na maior parte das vezes nenhum deles sai de casa,
limitando-me a olhar, da janela, o mundo que o poeta escreveu."
IN, Des Existir do Improviso

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

NO PROGRAMA




Poster Mostra Pública e poesia urbana - 1/2 | É a vida Alvim 3/10/2018

E assim se passou uma manhã em excelente companhia. Grato ao Alvim e a toda a equipa pela sua generosidade e capacidade de divulgação de coisas novas que se fazem por aí.

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

É A VIDA ALVIM





E hoje fui um dos convidados do programa É a vida Alvim do Fernando Alvim, no Canal Q, juntamente com o Bruno Pereira e a Rita Braz para falar de Posters, Poesia, literatura, bric-à-brac e mais umas botas. O programa passa, hoje, à meia noite, na posição 98 da MEO, 70 da NOS e 19 da VODAFONE.


Resta-me agradecer ao Alvim pela sua generosidade e capacidade de divulgação de coisas novas que se fazem por aí e a toda a equipa.


segunda-feira, 1 de outubro de 2018

FOI BONITA A FESTA, PÁ!



Recebendo o prémio das mãos do presidente da União de freguesias de Fânzeres/S. Pedro da Cova Pedro Miguel Vieira



Sessão de auógrafos


Apresentação do livro pela Cláudia Maria Neves, entre Maria José Cardoso e Pedro Miguel Vieira



Para além do prémio monetário e da edição do livro, uma peça muito bonita


"Há, efectivamente, mais vida para além do Orçamento e mais vida para além de Lisboa. Com ideias e vontade se vai desenhando o futuro. Quero aqui registar o meu apreço pelas iniciativas de âmbito cultural levadas a cabo pela Junta da União das freguesias de Fânzeres e S. Pedro da Cova."

Palavras ditas na 24ª edição do Prémio Nacional de Poesia da Vila de Fânzeres que volto  a sublinhar e, mais uma vez, registar o meu agradecimento pela amizade, pelo carinho, pela forma como fui tratado pela organização do Prémio, que culminou numa cerimónia com música e poesia na Casa de Montezelo, com apresentação do livro pela Cláudia Maria Neves e excelente declamação de alguns poemas selecionados por Cidália Santos.

http://www.fanzeres-saopedrodacova.pt/index.php/noticias-2/noticia/34-destaque-2/1910-premio-nacional-de-poesi

https://www.wook.pt/livro/des-existir-do-improviso-luis-bento/22239960




sábado, 15 de setembro de 2018

TEMOS LIVRO!





Lançamento do Livro vencedor - da 27.ª edição do Prémio Nacional de Poesia da Vila de Fânzeres


"Des Existir do Improviso", de Luís Bento 30 de setembro | 21h30 | Casa de Montezelo.

A Cerimónia contará com um momento Musical e declamação de Cidália Santos.


No final será servido um Porto de Honra

quinta-feira, 31 de maio de 2018

27ª edição Prémio Nacional Vila de Fânzeres 2018






http://fanzeres-saopedrodacova.pt/index.php/noticias-2/noticia/34-destaque-2/1832-luis-bento-vencedor-de-poesia


A Junta das Freguesias de Fânzeres e São Pedro da Cova anuncia com agrado, que o concorrente Luís Alberto Gonçalves Bento foi o vencedor da 27.ª edição do Concurso Nacional de Poesia da Vila de Fânzeres, com a obra “Des Existir do Improviso”, pseudónimo Miguel Barbosa.
O Prémio Nacional de Poesia, com início em 1990, conseguiu afirmar-se nesta jovem Vila – Fânzeres, tendo conseguido ultrapassar, quer as fronteiras da freguesia, quer do concelho de Gondomar, com concorrentes de todo o território Nacional.
É com enorme alegria que verificamos o aumento de participantes nesta 27.ª edição, tendo já ultrapassado a meia centena, facto que já não se verificava há mais de 20 anos, bem como a excelente qualidade das obras apresentadas, facto salientado pelo júri.
A Junta de Freguesia, motivada também pela crescente participação e carinho demonstrado pelos concorrentes ao longo destes anos, pretende dar continuidade a este prémio, valorizando todos aqueles que têm uma grande paixão por este género literário.
Queremos, por último, agradecer a colaboração inestimável dos membros do júri, Luís Fonseca Raimundo, editor executivo da Chiado Editora, Professoras Maria Olinda Soares e Maria Augusta Lopes, que que com entusiasmo e dedicação, analisaram as obras apresentadas.


Surpreendido e muito feliz, é como me sinto por ter sido distinguido com a 27ª Edição do Prémio Nacional da Vila de Fânzeres. Recebi a notícia no dia da defesa da Dissertação de Mestrado, uma grata surpresa que tornou o meu dia bem melhor. Resta-me ainda agradecer o carinho, a simpatia e a condução do processo burocrático por parte da Drª Maria José Cardoso. Uma distinção que, obviamente, constitui um excelente incentivo para mais produção literária.

quarta-feira, 21 de março de 2018

POESIA DA PRIMAVERA



Belhoula Amir


Dentro de um verso cabe, praticamente, qualquer coisa…
Do banal à substância,
Sobra o vinho e o verbo, os nossos corpos em brasa
E o amanhecer que ainda dorme.


quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

NERVO





NERVO* (do latim nervus; substantivo masculino)
Cada um dos órgãso em forma de filamento, que ligam o sistema nervoso às outras partes do corpo e servem de condutores da sensibilidade e do movimento.

Chegou-me hoje, pelo correio, a revista Nervo, um colectivo de poesia organizado e editado por Maria F. Roldão. Uma irrepreensível composição conceptual e gráfica onde se reúnem quinze poetas e dois artistas plásticos de seis nacionalidades. Numa era em que cada vez se lê menos literatura "séria" como recentemente me confidenciaram, é de louvar este novo espaço de divulgação de poesia contemporânea, alcançando "o que de mais aprazível se escreve e produz no meio literário  actual, nas diferentes gerações de poetas", defendendo os valores da liberdade, pluralidade estética e hedonismo criativo. Como...

"Água-de-poema
a cair sobre as páginas
Seixos
de sede
saciada."
Maria F.Roldão



quinta-feira, 15 de junho de 2017

ENTREVISTA COM ANA MARQUES




Ana Marques nasceu em Lisboa em 1969 e formou-se em Medicina Veterinátia na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro em Vila Real onde veio a leccionar Patologia Cirúrgica. A paixão pelas letras, desde cedo, que rivalizou com o amor que tem pelos bichos, tendo editado o livro de poesia "Abraçar o Sonho", edição de autor em 2010, e o livro de poesia "Barriga de Poemas", pela Editora Vieira da Silva em 2014.
Actualmente dedica-se à prática clínica de animais de companhia em Belas e mantém o blogue A Generosidade de Estranhos



1.                  O que é, para ti, escrever?

Escrever é um modo de evasão. Uma maneira de sair do mundo real/convencional e passar a um outro mundo onde não se aplicam as mesmas regras. Escrever é ao mesmo tempo desbravar e construir esse mundo.

Há outras maneiras de conseguir isso, não é só a escrita que o permite. Há quem largue tudo e vá correr o mundo a pé, outros vão combater na guerra (podem até ter causas nobres), houve povos que o fizeram de forma literal: pegaram em caravelas e fizeram-se ao mar em busca de novos mundos, entre eles uns tais de portugueses...

O que a escrita permite é manter os dois mundos ao mesmo tempo. Entrar e sair deles a nosso bel-prazer. Sem necessidade de grande esforço ou especial coragem.

São janelas e portas que nos permitem saltar, em silêncio, de um mundo onde as leis estão definidas e conhecidas para outro que espera que sejamos nós as ditá-las, de acordo com a nossa imaginação.

A escrita permite compartimentalizar dois mundos que são opostos: o da razão e o da fantasia.

Há quem viva sempre na fantasia, nada contra. A escrita é, talvez, muito útil a quem não quer abdicar de nada.



 2.                   A poesia está na moda, fora de moda ou não vai em modas?

Está e não está. Ou seja, em termos de forma a Poesia vai em modas. Em termos de conteúdo creio que está para além da moda porque ela é universal e intemporal.



Gosto muito de um livro, uma antologia de Poesia que foi publicado em 2001 para celebrar o facto de o Porto ter sido em 2001 a Capital Europeia da Cultura, chamado “Rosa do Mundo”,  2001 Poemas Para o Futuro. É calhamaço que abarca a poesia conhecida ao longo da História, desde as civilizações mais remotas até aos autores nascidos em 1945. Estamos a falar de poesia fixada pela palavra escrita ao longo de milénios.

O que é que podemos ver nesta viagem tempo/espaço sobre a Poesia no Planeta? A forma muda, vai variando, às vezes com rima, outras sem rima, às longa outras curta e pode até haver ciclos como na Moda em geral mas o conteúdo, a substância, a essência, essa é sempre a mesma porque no fundo, a Natureza Humana é só uma. A Rosa do Mundo é intemporal. E conseguimos perceber tão bem um homem que viveu na Etiópia há três mil anos como um português do Sec XI que escrevia uma cantiga de amor ou de amigo.

Deixo um exemplo:
                                    (Etiópia, Oromo)
                                                                       Copla de Amor


Se eu fosse um touro,
Um touro, um belo touro,
Belo mas teimoso,
O mercador comprar-me-ia.

Comprar-me-ia e matar-me-ia,
Esticaria a minha pele,
Levar-me-ia para o mercado.

A mulher grosseira tentaria negociar-me em vão,
A bela rapariga comprar-me-ia;
Amassaria aromas sobre mim.

Eu passaria a noite enrolado à sua volta;
Eu passaria a tarde enrolado à sua volta.
O seu marido diria:” é uma pele morta”!
Mas eu estaria junto do meu amor.

A constância da Natureza Humana não é, no entanto, um dado adquirido para o futuro, apesar dos milénios no passado a bater nas mesmas teclas (o Amor, a Morte, o Ciúme, a Guerra, a Saudade, o Tempo, etc.)

Leio, volta e meia, umas notícias que dão como certa a necessidade do Homem se fundir com alguma forma de inteligência artificial para sobreviver enquanto espécie. Ora a inteligência artificial é capaz de ser muito útil para resolver uma imensidão de problemas complexos. Como será a Poesia nessa Era não consigo prever. Aliás, nunca ouvi a expressão “sensibilidade artificial”. Será a Poesia capaz de perdurar em tempos biónicos? Espero que sim.
  
3-  Fala-nos um pouco deste teu Poémica e onde o podemos adquirir ou encomendar.         

Poémica é um conjunto de poemas escrito em 2014, que conta, ou pelo menos tenta (os leitores o dirão), uma história muito simples. Já escrevi muita poesia depois disso, alguma até me parece mais bem conseguida, mas, até agora, e muito provavelmente, nunca inventarei uma colecção de poemas tão coerente e coesa. Por isso tenho um carinho especial por este livro apesar de estar a sair com 2 anos de atraso (deveria ter sido em 2015). Poderia escrever um livro sobre a elaboração deste livro, tais foram as peripécias que atrapalharam esta edição. Valeu a pena esperar pois, entretanto, descobri a Ana Amil, a Designer Gráfica que trabalhou o miolo e fez a capa maravilhosa deste Poémica e me fez esquecer as dificuldades passadas.
Quem quiser adquirir o livro pode contactar-me por mail (dra.anamarques@gmail.com), através do blogue A Generosidade de Estranhos http://agenerosidadestranhos.blogspot.pt/, ou através do Facebook, Twitter, Instagram ou ainda no dia do lançamento que será lá mais para o final do ano.

sábado, 16 de abril de 2016

POESIA




Douglas Hale

STUDIO SHOOT REFERENCE / COLLAGE 

 

 

" A poesia sinaliza essa alegria de nos sabermos históricos, incompletos, abertos ao futuro, radicalmente por fazer."

Manuel Gusmão,  IN Café Com Letras

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

PREGUIÇA MAGAZINE






Ilustração de João Pedro Coutinho


Este texto já por aqui passou, mas vê-lo na Preguiça Magazine tem outro encanto. Muito grato ao Paulo Kellerman pelo apoio e divulgação e ao excelente trabalho de ilustração do João Pedro Coutinho que apanhou, na íntegra, a essência das palavras, dos pássaros e de tudo...


Paulo Kellerman convida e coordena, nós damos a caneta e o papel, depois é só juntar talento e os contos nascem. De 15 em 15 dias, há ficção na Preguiça Magazine.


RAME-RAME


LUÍS BENTO


“Espero uma espécie de alma gémea do outro lado do texto”
Mário de Carvalho

Olho para trás com vontade de corrigir o passado e percebo que nos habituamos a não ter sido. Se fechar os olhos, por instantes, fico a uma distância segura da memória e do medo num universo que achava infinito e renovável, espécie de física quântica ou de tijolos sobrepostos a emparedar a nossa ingenuidade e pergunto-me se alguma vez estivemos completos ou se passámos a vida a apanhar cacos desde a infância.
Pego no papel e lápis e procuro, nas palavras, encurtar o abismo que nos separa, nesse cansaço de fim de tarde, sem conseguir explicar porque ficou o coração apertado assim tão de repente e tão difícil de decifrar. Sonho somar rugas, cicatrizes, marcas, lastro que o tempo larga em dias mansos, perder os meus limites à espera do milagre, do fim da novela, ou da Ressurreição no teu corpo. Estou sempre de partida e sem destino, homem brando a levar a vida em banho-maria, a sentir o corpo ausente, a desejar que o remorso fosse pedra para poder lançá-la e aliviar a carga. Em sonhos, viajo para muitos lugares, para longe e durante muito tempo e fico o mesmo, sem certezas geográficas, nomes ou aritméticas. Assim eram os pássaros.
Toda a realidade se dissolve numa abstracção de Schiller ou Kant… E depois fico assim, parado a meio do texto, sem ideias ou vontade, à espera que ele se escreva sozinho. Fumo um cigarro e penso que o universo é uma dialéctica entretida a subtrair coisas boas do teu sorriso e a fazer-nos viver com a diferença. O dia não ajuda. Está frio e cinzento, vai chover e não trouxe guarda-chuva. Oiço baixinho uma música do Einaudi. Deixa-me assim no rame-rame de uma melancolia doce, politicamente correcta, aceitável, se assim se poderá dizer. Certo é que continuo sem produzir.
Olho para a frente e vejo que o céu está cheio de pássaros e percebo, então, que ganho asas quando escrevo, que a moral da história está naquele livro que nunca lemos, e que decifrar estas palavras é repeti-las no tempo e no espaço, em que o amor é a nossa única liberdade… E então procuro seguir a vida pelo lado de dentro fazendo as curvas com cuidado. O desejo tem sempre muita pressa e eu gosto de abrandar, de ver pelo avesso, de contar pelos dedos as vezes em que o passado nos marcou a vontade ou a falta dela, a perda, o desleixo. Fui-te remendo, pedaço, cola, nota de rodapé, derivação regressiva do verbo amar… E isso já não me basta. Incomoda-me não ser eterno, não ter certezas, não conhecer Marte, não acabar a nossa história com um substantivo concreto. No movimento entre o barco e o cais, não somos nós que partimos, é o mar que chega. Dispo, então, o meu melhor poema que foste tu a sorrir a meu lado com cheiro de manhã. O silêncio é a nossa deixa para seguir viagem. Do corpo não se guarda nada, apenas a memória que sobra do momento em que o suor foi magia.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Prémio Nacional de Poesia da Vila de Fânzeres - 24ª Edição




http://www.fanzeres-saopedrodacova.pt/
 
 http://www.fanzeres-saopedrodacova.pt/index.php/noticia/34-destaque-2/695-resultados-premio-nacional-poesia
 
" O Júri da 24ª edição do Prémio Nacional de Poesia da Vila de Fânzeres, constituído pelas senhoras professoras: Dra. Clarinda Santos, Dra. Maria Augusta Cosme e senhor professor, Dr. José Nunes Carneiro, reunido em 14 de outubro, deliberou por unanimidade o seguinte:
"Analisadas as dezanove obras a concurso, o Júri deliberou, por unanimidade, atribuir o prémio à obra "Avessos" com o pseudónimo "Graça Mouro". Aberto o envelope correspondente ao pseudónimo da obra vencedora, verificou-se corresponder a Luís Alberto Gonçalves Bento."

Surpreendido e muito feliz, é como me sinto por ter sido distinguido com a 24ª Edição do Prémio Nacional da Vila de Fânzeres. Recebi a notícia num dia que aparentava ser igual a "tantos outros" foi pois, com grata surpresa que recebi a notícia com o resultado. Resta-me ainda agradecer o carinho, a simpatia e a condução do processo burocrático por parte da Drª Maria José Cardoso. Uma distinção que, obviamente, constitui um excelente incentivo para mais produção literária.