Um excerto do meu artigo de janeiro na revista MEER, que podem ler e comentar selecionando o link.
A mania de existir
A dificuldade do escritor em coabitar com as personagens
Idealizava o paraíso como um espaço pessoal de resistência às coisas do mundo, ao mal, à guerra, à estupidez geral. Silêncio, luto, luta, rendição — palavras que o acompanhavam sempre na escrita, como rosário íntimo. Como escritor, tinha dificuldade em coabitar com as personagens: oferecia-lhes corpo e respiração, mas elas invadiam-no como hóspedes ruidosos, nunca devolvendo o sossego inicial.

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