quarta-feira, 12 de agosto de 2026
terça-feira, 11 de agosto de 2026
REVISTA MEER - ARTIGO DE AGOSTO 2026
Um excerto do meu artigo de Agosto na revista MEER, que podem ler e comentar selecionando o link.
https://www.meer.com/pt/105951-colapso-do-amor-em-camera-lenta
Acenderam-se todas as luzes naquele dia, pensaria mais tarde. Se alguém pudesse vê-la nesse momento — e se fosse dezembro — talvez a confundisse com uma árvore de Natal. Sentia-se iluminada por dentro, febril, como se todas as cores tivessem regressado ao corpo depois de um longo inverno. Esqueceu as imperfeições. Esqueceu a casa, o marido, a fadiga dos anos. Tinha a sensação de que aquele homem a adivinhava por dentro.
Começou então a olhar-se com mais frequência. A tentar perceber quem era agora, o que restava da mulher que tinha sido.
domingo, 26 de julho de 2026
REVISTA MEER- ARTIGO DE JULHO 2026
Um excerto do meu artigo de Julho na revista MEER, que podem ler e comentar selecionando o link.
https://www.meer.com/pt/105206-o-tempo-e-a-ruina-da-memoria
“(…) Tinha a sensação — confessara-lho numa noite longa — de que envelhecera sem ter aprendido nada de essencial. Amor, sonho e ambição formavam nele uma espécie de triângulo fatal, mas nunca lhes vira continuidade. Havia que lembrar apenas o passado, dizia, não reconstruí-lo. Não inventava, não retirava arestas; limitava-se a expor, como quem coloca objectos gastos sobre uma mesa e os contempla. Andava à procura de um lugar seguro na vida, ou pelo menos de uma forma de passar o tempo sem mossa.“
sexta-feira, 24 de julho de 2026
REVISTA MEER - ARTIGO DE JUNHO DE 2026
Um excerto do meu artigo de Junho na revista MEER, que podem ler e comentar selecionando o link.
https://www.meer.com/pt/101628-a-vida-afinal-e-mais-estreita-do-que-imaginamos
segunda-feira, 13 de julho de 2026
DEBATE NA FFMS - O QUE É SER BANCÁRIO HOJE
Para quem não teve oportunidade de assistir ao vivo na Feira do Livro, partilho o link do debate sobre o que é ser bancário hoje…
https://ffms.pt/pt-pt/ffms-play/praca-da-fundacao/video/o-que-e-ser-bancario-hoje
segunda-feira, 22 de junho de 2026
FOLHA DE SALA RTP 2
Uma amável referência ao livro "Bancários, retratos com data-valor" no programa Folha de Sala da RTP2
Folha de Sala, temporada 9 - https://www.rtp.pt/play/p16076/folha-de-sala
domingo, 21 de junho de 2026
segunda-feira, 8 de junho de 2026
ENTREVISTA NOVOs livros
Respondendo ao amável convite de José Nunes Carneiro uma pequena entrevista sobre Bancários , retratos com data-valor.
segunda-feira, 1 de junho de 2026
FOI BONITA A FESTA, PÁ
quarta-feira, 27 de maio de 2026
quarta-feira, 20 de maio de 2026
sábado, 9 de maio de 2026
LIVRO BANCÁRIOS- RETRATOS COM DATA VALOR EM PRÉ VENDA
sexta-feira, 8 de maio de 2026
BANCÁRIOS, RETRATOS COM DATA-VALOR
domingo, 3 de maio de 2026
REVISTA MEER - ARTIGO DE MAIO 2026
https://www.meer.com/pt/104039-supermercado-sobre-a-in-dignidade-em-fila
Supermercado sobre a (in)dignidade em fila
domingo, 26 de abril de 2026
quinta-feira, 23 de abril de 2026
sábado, 4 de abril de 2026
sexta-feira, 3 de abril de 2026
REVISTA MEER - ARTIGO DE ABRIL 2026
https://www.meer.com/pt/104040-na-espuma-dos-dias
Na espuma dos dias
Nenhuma distância é longa para o nosso passado.
Nos alicerces do dia, as várias mortes em que durmo, a vida transformou-me numa pessoa quebradiça, sem vontade, anestesiou-me até ficar prisioneiro da memória de coisas desaparecidas, cinema, mentiras, paralelos na estrada, barricadas, algibeira vazia, corpo frágil entre os dedos, o espanto da infância, dores, sonhos e sorrisos. Para além das memórias continuo a sonhar contigo a preto e branco, por preguiça, nas madrugadas, com o teu sorriso torto, meio dissolvido, que faz as horas mais largas e mais bonitas tal como as minhas personagens que vivem desamparadas numa espécie de redenção nessa narrativa a que chamamos romance, um ofício de depuração contínuo em que se resgatam frases, sem saber quase nada do surrealismo do mundo.
Amarrotados pelo cansaço, ficamos a contemplar o mar, numa paciência sem queixas, um coração estranho que bate como o teu, de militância obstinada, tu defines a distância, retomas a conversa onde a deixámos, no canto de outra voz, eleva-se a lua e a demora da sua presença ilumina os contornos do teu rosto num silêncio de margem a margem.


















