Imagem de Nick Vesey

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

TODA MUJER QUE SE PERFUME ES UNA FORNICADORA











http://www.libertaddigital.com/espana/2013-07-24/un-iman-en-la-television-ceuti-toda-mujer-que-se-perfume-es-una-fornicadora-1276495974/



Este é um espaço multi-disciplinar de arte, cultura, literatura, humor e intervenção. Raramente nos debruçamos sobre temas de índole política ou religiosa, mas, exactamente por ser um espaço de intervenção, não poderia deixar passar em claro as afirmações de uma imã de Ceuta sobre mulheres, perfumes e fornicação depois dos célebres bonecos de neve contra o islão e das tão propaladas, mil chicotadas ao blogger Raif Badawai
Alegam os filósofos que a filosofia surgiu do espanto... Tudo começou quando alguém se espantou com um acontecimento e formulou uma questão, daí advindo a filosofia. Pois eu não consigo espantar-me com os dislates deste senhor nem formular questões de dialéctica teórica e aplicada, mas consigo questionar-me sobre a necessidade destes indivíduos promoverem constantemente, o achincalhamento, o incitamento à ameaça e ao ódio num momento em que se pretende evitar clivagens e futuros actos de retalição ou vingança. Acredito que este imã e outros da mesma espécie possam sentir repulsa pelo desbaste das ressequidas barbichas e demais apêndices capilares, quiçá, a essência de pivete seja o perfume mais natural e largamente usado entre as hostes e que tal seja o suficiente para atingir o êxtase e o nirvana sem necessidade de fornicação até ao patamar em que, um dia, elevados pelos mais excelsos fragores de bombas e granadas, consigam visualizar uma nesga de calcanhar erótico de uma das famosas 76 ou 78 virgens ( que eu nunca fui bom a matemática). Agora, podiam poupar-nos a tamanhos dislates e cuidar de evitar práticas de castigo dignas da idade média donde, pelos vistos, ainda não saíram. Chicotear mil vezes, em suaves prestações de 50 chibatadas numa praça pública, um blogger que pugnou pela liberdade de expressão como é o caso recente da Arábia Saudita,  é sinónimo da mais profunda e abjecta barbárie que se diluirá, apenas, na memória daqueles que trocam a sabedoria, o conhecimento e a elevação por um poço de petróleo. Infelizmente, não vemos ninguém, das comunidades muçulmanas combater, a partir de dentro, este tipo de práticas, independentemente da questão cultural, há coisas que nem o perfume mais excelso conseguirá disfarçar. Como diria o director do Charlie Hebdo, é preferível morrer de pé a viver de joelhos a vida toda e, muito francamente, depois da ameaça e do horror, sobra-nos, em frontalidade, aquilo que nos falta em paciência para esta gente...