Às vezes vale a pena escorregar pelo “nonsense” e levar o país a brincar. Sem traumas, sem densidades literárias, sem pretensiosismos... para bom entendedor...
Era uma vez… Um país de faz de conta, sem cheta, rumo ou moral. Sombra dúbia do passado, refém da Nossa Senhora, de milagres e nevoeiro. No leme, um bolo-rei. À retranca, a dar passos , um coelho pouco seguro numa casa em ruínas sem se ver portas janelas ou nesga de futuro.
- “ Lá vai a nau Catrineta que tem muito que contar”…
E assim, perdidos no fingimento entre uma mine, o dedinho em riste e o golo do Benfica, lá ia o povo cantando e rindo , seguindo pelo desvio… colossal!

4 comentários:
Bentamigo
... e o povo - que cheirava mal da boca, dos pés e dos sovacos in illo tempore - agora usa Colgate, edicura e roll-ons diversos, com cheiro a flor do monte ou a melancia.
Isto éke são os passos da crise, ou a crise do Passos. Da-se!...
Abç
ET - Lá na nossa Travessa Copular é preciso
Às vezes, a diversão é bem vinda. Um abraço, Yayá.
Não é do teu melhor humor...mas andas perto...mesmo que perdido no fingimento do nevoeiro deste pais sem rumo. Fica o silêncio das palavras para o bom entendedor.
Parabéns.
M
Mas que prosa tão bem lavrada! O humor fica mesmo a matar, neste triste país que é o nosso, entregue a mafaricozecos...
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