Sexta-feira, 31 de Dezembro de 2010

UM BURACO PARA NOS ESCONDERMOS...



"DESCOBERTA NOVA CRATERA EM MARTE"...


Das duas uma: Ou descobriram um novo buraco no BPN ou se o novo ano não correr bem... Sempre temos onde nos escondermos...

FELIZ 2011 !!

Segunda-feira, 27 de Dezembro de 2010

VIVAM OS BANCOS!


"Um banco é um estabelecimento que nos empresta um guarda-chuva num dia de sol e o pede de volta quando começa a chover"...
(Robert Frost)

Hum... E em 2011 vai chover taaannntooo...

Sexta-feira, 24 de Dezembro de 2010

BOMBOCAS


Esporadicamente, nesta época, ainda recordava uma certa noite em que lhe parecera reconhecer a voz do progenitor quando, o suposto Pai Natal, chegou encontrando-se o escriba ainda acordado. Vão longe esses tempos, em que qualquer embrulho colorido, por si só, encerrava a magia de um sorriso, sem escolhas ou amuos. O menino Jesus cresceu, distraiu-se, diluiu-se na fava do bolo-rei, na “fona” das compras e na extensão do limite de crédito , doloroso como pregos de um crucifixo carregado pela vida fora. Não. O escriba não vai ser mais um a escrever sobre o Natal, essa época pródiga em SMS’s postais, estrelinhas e bolinhas coloridas, jantares e beijinhos. Se Deus existe e nos deu o fardo e a força para o carregar, ou se não existe e andamos no mundo por nossa conta e risco, então, de uma forma ou de outra, andamos a fazer muito mau trabalho… Que seja, pelo menos, um período de reflexão e de recordação de bons momentos. Deixo-vos com um deles… O meu conto de Natal…

"A menina pegou nas bombocas e foi com o avô no comboio ao circo."

 

Era este o Natal da sua infância, entalado entre a memória de um anúncio de televisão e a mãe que fazia filhozes num alguidar enquanto o bacalhau cozia em lume brando.

Salvavam-se as filhozes ! Entre os tostões da avó e as peúgas da tia, só o diabo insistia em oferecer camisolas de gola alta que picavam no pescoço "como o caraças", ásperas por natureza e feitio. O melhor vinha depois. No sorriso sereno e generoso do padrinho com um bolo-rei do tamanho do mundo e uma "lembrança" para comprar a prenda.

Feitos os trabalhos de casa, acabavam-se as férias e, com elas, o cheiro de rosmaninho e madressilvas que partia com a avó no regresso à terra.

As estrelas perguntavam-lhe se tinha algum recado para o Pai Natal. Tinha! Sim! mas ele próprio lho daria. Afinal de contas, o Pai Natal havia de ser aquele gajo de barbas com a testa colada à montra da mercearia a dizer:

- Bombocas? Não há mais! São para mim!...





Quarta-feira, 22 de Dezembro de 2010

MEMÓRIA A PRETO E BRANCO (REVISITADO)


E enquanto não aparecem palavrinhas novas, fiquemos com as velhas numa viagem pela memória a preto e branco. Um texto velhinho... Dezembro de 2009...

Preto e branco, assim estampado em grossa letra de imprensa na prata mágica do chocolate, sucedâneo das melhores marcas “à venda nas casas da especialidade”, que a mãe lhe comprava, numa memória longínqua, enrodilhada em café torrado e feijão branco a granel, na mercearia do senhor Rodrigues, encravada num prédio a cair de podre no declive acentuado da General Taborda, para as bandas de Campolide onde hoje funciona um banco, lembrava-lhe, com clareza, o gesto rotineiro do senhor Rodrigues ao balcão. Após as compras, sacava do rectângulo carcomido de madeira com uma mola a prender meia dúzia de folhas amarelecidas e enroladas onde assentava, no rol, as dívidas, os calotes e a vida da vizinhança penhorada de remedeio omnipresente. O melhor de tudo era quando o senhor Rodrigues oferecia um chupa daqueles coloridos , aos montes dentro dum boião enorme de vidro com tampa vermelha, embrulhado no cinismo das parcelas amontoadas a eito no rol. O chupa sabia a ginjas mesmo sem nunca as ter provado. Outro gesto rotineiro numa praxe instituída, eram os vinte e cinco tostões que a mãe dava sempre ao homem em cadeira de rodas, junto à berma, que se esquecera das pernas, numa mina cravada no meio do mato, naquele pontinho pintado a amarelo no globo terrestre com umas letras a dizer Guiné. Na chegada a casa, derretia paulatinamente o chocolate na companhia do Jornal do Cuto sob o pano de fundo do Simplesmente Maria do Rádio Clube Português.

Saudades… Tinha saudades das memórias doces, do cheiro do café, do chocolate…

Da Mãe…

Terça-feira, 14 de Dezembro de 2010

ENTREVISTA A PAULO MOREIRAS


E enquanto as nossas palavrinhas não se decidem a regressar fiquemos com as do convidado desta semana. A mini-entrevista a Paulo Moreiras onde poderemos ficar a conhecer melhor um homem culto, afável e que, generosamente, acedeu ao nosso pedido. Após uma breve biografia oficial, aqui ficam algumas linhas trocadas sobre a sua obra e a sua visão da escrita num tom sereno e grande riqueza vocabular.


Nasceu em Agosto de 1969, em Lourenço Marques, Moçambique. Arribou a Portugal em 1974. Viveu no Douro, passou por Almada e vive agora em Meirinhas, perto de Pombal. Em 1996 publicou como argumentista “Hermínio, Regresso a Portucale”, em parceria com o desenhador Victor Borges. Em 1999 foi-lhe atribuída uma Bolsa de Criação Literária na modalidade de Narrativa. Entre Agosto de 2000 e Agosto de 2001 foi o coordenador do destacável cultural “Viver”, do semanário Jornal de Leiria, tendo colaborado também nos semanários O Correio de Pombal, Tribuna do Oeste, Região de Cister e no mensário Jornal das Cortes, neste último com prosa e poesia. Publicou o romance A Demanda de Dom Fuas Bragatela e, mais recentemente, Os dias de Saturno.


Caro Luís Bento,

Obrigado também pelo convite de figurar na sua galeria de entrevistados.

Aqui ficam as minhas respostas, desejando que correspondam às suas expectativas.

Um abraço,

Paulo Moreiras
 
1 - Se passarmos em revista alguns dos seus títulos: “Elogio da Ginja, o B.I. do tremoço ou o B.I. da Morcela ", escorregamos suavemente para a temática da gastronomia. De que forma, e como descobriu ter a gastronomia lastro para desenvolvimentos literários?


Por pura curiosidade, facto aliás que já carrego comigo desde a infância. Tive o privilégio de ter vivido numa pequena aldeia nas margens do Douro, quando vim de Moçambique, e de ter andado à descoberta dos inúmeros frutos que existiam nas terras da minha avó e dos meus tios. Parecia um Tom Sawyer, descalço, a correr pelos campos, a subir às árvores e a comer toda a espécie de frutos enquanto via os comboios ou os barcos a passarem. Junte-se a tudo isto a enorme riqueza gastronómica que degustei então, a broa acabada de sair do forno regada com azeite, as vindimas e as "buchas" comidas de permeio durante a jorna. Uma maravilha. Essas memórias levaram-me sempre a saber mais sobre os alimentos, as práticas culinárias e as tradições associadas. Infelizmente em Portugal não existe muita investigação sobre estes temas, comparativamente com outros países. Aos poucos fui satisfazendo as minhas curiosidades com estes pequenos trabalhos. Mas ainda há muito para fazer, tanto mais que a Gastronomia Portuguesa faz parte do nosso património cultural desde 2000 e há um conjunto de práticas que não podem, nem devem, cair no esquecimento.
 
2 – Em “ A Demanda de D. Fuas Bragatela” o herói (ou anti-herói) “arrasta-nos, ora por estradas reais, ora por semideiros escusos, em demanda de um dos mais importantes tesouros da Cristandade.” Tendo em conta este seu romance e olhando para a nossa história, poderemos concluir ser esta a génese da alma lusa? Andar em Demanda de qualquer coisa?


Esse é o nosso fado e o nosso destino. As demandas que todos carregamos servem para nos levar mais longe, arriscando, inovando, preenchendo-nos. Assim se constrói a nossa vida e o nosso património, as nossas memórias. O problema surge quando não sabemos bem definir as demandas que nos movem; por vezes vamos em busca de algo e dificilmente percebemos que o caminho é mais interessante do que o fim em si próprio. É como a vida ou como o amor.


3 – “Os Dias de Saturno”, situa-se no século XVIII num período de grandes transformações sociais e de significativos avanços científicos e intelectuais. E estes nossos novos tempos? Serão terreno fértil para inventar ou reinventar a escrita?

 

Felizmente a Literatura é um fértil alfobre onde ainda há espaço para invenções e reinvenções. A nossa língua permite tudo isso, seja pela incorporação de novos hábitos sociais, seja pela apreensão de novos vocábulos. O mundo está em constante mudança, assim como a nossa Língua. Tudo isto permite novas abordagens, por vezes bem sucedidas, outras nem tanto. O facto de estarmos a viver algumas transformações referentes ao modo como lemos - o caso do ebooks - irá fazer com que a escrita também sofra modificações, pois os canais também eles estão a mudar a forma como encaramos o livro enquanto objecto. São questões interessantes a que devemos ficar atentos.


4 – Como encara o processo criativo? Tendo em conta que se debruça sobre o romance histórico, com o cuidado a ter nos ambientes, no vestuário, no cuidado da linguagem e na pesquisa aturada, encara-o como um processo extenuante, absorvente e com uma forte componente de risco ou, pelo contrário, um processo natural onde o imaginário lhe flui com simplicidade?
 
É difícil falar sobre o meu processo criativo pois eu próprio nem sei às vezes como as coisas acontecem. Não é uma questão de inspiração, mas sim de muito trabalho. É um conjunto de complicações que se encadeiam desde a ideia original até à sua conclusão. Como referi, tenho muita curiosidade sobre determinados temas e isso leva-me a fazer pesquisas aturadas, mas gosto desse processo. Não direi que é extenuante porque me dá muito prazer. Gosto de aprender, de saber. Depois, durante esse processo, deixo o meu espírito criativo divagar e fico aberto a novas ideias que surgem, muitas vezes, quando encontro uma palavra, uma simples palavra usada nesses tempos de antanho. Fico fascinado pelas palavras, pelos seus significados e pelas imagens que elas proporcionam quando lidas. Umas conferem um ritmo e uma malícia interessante ao texto e isso agrada-me bastante. Existe um grande componente de risco, por isso demoro muito tempo a escrever. Tenho de sentir essas palavras, ter um conhecimento profundo sobre a época que vou trabalhar. A maior parte das vezes não uso a totalidade das minhas informações, não são precisas para o romance, mas tenho de as sentir na minha cabeça. Tenho escolhido criar romances históricos porque me possibilitam um certo imaginário, como se a distância temporal permitisse certas veleidades criativas e romanescas. Além disso, os meus romances, apesar de históricos, são sempre sobre os invisíveis da História, aqueles que não figuram nos livros. Depois de ter feito a investigação, deixo tudo a marinar na minha cabeça e a trama vai urdindo-se, paulatinamente e então começo a escrever. Por vezes tudo muda, as ideias alteram-se e o romance segue outro caminho, surpreendendo-me, na maior parte das vezes, para melhor. No fim de cada livro fico vazio, como uma garrafa e depois lá começo a encher a vasilha que se segue.


5 – “Os Dias de Saturno” a fazer jus à crítica comummente aceite, é “um romance fascinante sobre o amor e a sua impossibilidade, com doses iguais de humor e dramatismo”. É o amor assim tão impossível? Não deveria ser, à semelhança da escrita, uma reinvenção diária? Não deveria ser essa a nossa… Demanda?


Sou um homem apaixonado e sempre acreditei no amor. Pode parecer impossível à partida, mas o caminho a percorrer é frutuoso. Para isso, para ele se concretizar, o amor deve ser uma reinvenção diária pois não é fácil construí-lo e mantê-lo. Curiosamente, quando escrevi "A Demanda de D. Fuas Bragatela", a demanda do meu personagem, no princípio, era uma questão material, mas depois, durante o processo de escrita, ele seguiu por outro caminho, como na letra Pitagórica (Y), acabando por descobrir o amor. No final, essa era a sua demanda e a de todos nós. No romance em que estou a trabalhar a questão da impossibilidade do amor também se coloca, mas não foi uma situação pensada. Acabou por surgir no decorrer do processo. Ou seja, ando sempre a escrever à volta do mesmo...



Segunda-feira, 13 de Dezembro de 2010

SIMONE GUIMARÃES







A grande vantagem da internet é o extenso mar de possibilidades de interacção e divulgação. Já não é a primeira vez que aqui fazemos divulgação de eventos ou de novos valores nas letras, na música, nas artes em geral. Correspondendo a uma solicitação do Tuca do Desinformação Seletiva, um belo espaço de ironia e sarcasmo, apresentamos hoje  uma cantora Cearense que neste seu último album,  canta  composições de Isaac Cândido, com letras de diversos poetas também do Ceará. Simone Guimarães - Um nome a fixar, uma voz a ouvir.

Simone Guimarães

Nascida a 12 de julho de 1966, na cidade de Santa Rosa de Viterbo, interior de São Paulo, Simone Guimarães é, além de cantora, compositora e instrumentista.


Sua obra mescla forte influência da música regional de raiz com o estilo moderno do Clube da Esquina. Na verdade, a influência mineira na música de Simone vem mesmo é de Milton Nascimento. Simone o conheceu em sua cidade, ainda menina, e foi aluna da Escola Livre de Música do artista em Belo Horizonte, onde estudou sob a tutela de Juarez Moreira, hoje parceiro. Milton tem sido presença constante nos shows e CDs da cantora, que também participou de trabalhos do maior nome da música mineira, como a gravação de três faixas no CD “Pietá”.


Algumas realizações recentes, participações em eventos e prêmios

Gravação de “Confissão” (Antonio Carlos Bigonha e Simone Guimarães) por Nana Caymmi, em seu mais recente CD, com arranjo de Dori Caymmi..


Gravação de "Relento” (Simone Guimarães e Cristina Saraiva) por Renato Braz, em CD prestes a ser lançado, também com arranjo de Dori Caymmi.


Gravação do CD “Pássaro Pênsil”, de Flávio Henrique. Show no Museu da Pampulha/ 2008.


Comemoração dos 50 anos da Bossa Nova, com Chico Batera, Luis Alves, Kiko Continentino e Renato Braz/ 2008. Show Sesc Vila Mariana-SP.


Gravação do CD “Coração de Melodia”, de Zezo Ribeiro/ Show Sesc Ipiranga-SP, 2008.


Participação na II Mostra BNB da Canção Brasileira Independente – Centro Cultural Banco do Nordeste – CE/2008.


Show "Se Todos Fossem Iguais a Você", com Sandra Duailibe - Teatro do SESC Estação 504 Sul e Auditório da Eletronorte - Brasília/ 2008.


Show Simone Guimarães e Lucas Campos - T-Bone, Açougue Cultural - Brasília/2008.


Trilha sonora do Filme “A Luz dos Olhos Meus” de Regina Rennó, com Daniel de Oliveira e Dira Paes, com lançamento para 2010.


Início do pré-lançamento da turnê Cândidos, no Sesc Senac Iracema, Fortaleza, 2009.


Show Simone Guimarães, no Centro Cultural Solar de Botafogo, no Rio de Janeiro, com os convidados


Novelli, Ana de Hollanda, Isaac Cândido e Helvius Vilela. Abril /2009.


Show Simone Guimarães na Casa da Ipiranga, em Petrópolis. Maio de 2009.


Adoção de "Marilyn", de Simone Guimarães e Rosana Zaidan, como música de abertura do programa "Simplesmente Elas", exibido pela Rede TV Imperial.


Show Simone Guimarães no Teatro José de Alencar, no Centro Cultural Dragão do Mar. Fortaleza. Agosto de 2009.


Show Simone Guimarães no Circuito Cultural Paulista 2009. Assis – SP. Agosto /2009.


Show Simone Guimarães no Circuito Cultural Paulista 2009. Taquarituba – SP. Agosto /2009.


Show Simone Guimarães no Circuito Cultural Paulista 2009. São Manoel – SP. Setembro /2009.


Show Simone Guimarães no Circuito Cultural Paulista 2009. Itatiba - SP. Setembro /2009.


Gravação das músicas "Grão de Milho" e "Golpe de Ar" para o CD em homenagem a Cacaso.


Show Simone Guimarães na III Mostra da Canção Brasileira Independente – BNB. Fortaleza. Setembro /2009.


Show Simone Guimarães na III Mostra da Canção Brasileira Independente – BNB. Juazeiro do Norte. Setembro /2009.


Show Simone Guimarães na III Mostra da Canção Brasileira Independente – BNB. Sousa. Setembro /2009.


Principais Participações em Eventos Culturais


Finalista do Prêmio Visa , na categoria “Compositores”, em 2002 e 2003.


Participação no “Projeto Pixinguinha”, em 2004.


Participação no “Ano do Brasil na França”, em 2005.


Temporada no Canecão, no show “Pietá”, em 2004, com Milton Nascimento, Marina Machado e Maria Rita.


Temporada de shows “Janela Mineira”, no SESC, com Tavinho Moura, Fernando Brant, Paulinho Pedra Azul, Renato Braz e Trio Amaranto.


Diretora artística do projeto “Cartão Postal da MPB”, realizado pela Procuradoria Regional da República Federal.


Diretora artística do projeto “MPB Caixa”, realizado pela Caixa Econômica Federal.


Participações nas trilhas sonoras das novelas “A Indomada”, da Rede Globo e “Serras Azuis”, da TV Bandeirantes.


Finalista do Prêmio Sharp, nas categorias “Melhor Cantora Regional” e “Melhor Arranjo”, em 1997.


Finalista da 8ª edição do Grammy Latino, na categoria “Melhor Canção Brasileira”, em 2007.


Gravação de CD ao vivo, com Guinga e Toninho Horta/ 2007.


Prêmios Recebidos


Prêmio Líbero Badaró, na categoria Telejornalismo em 1992, pela trilha sonora do documentário O Canto da Piracema, feito pela EPTV.


Prêmio Movimento de Música, do Jornal Movimento, pelo CD Cirandeiro, como Revelação do ano de 2007.


Prêmio Ordem de Mérito Cultural, da Câmara Municipal de Santa Rosa de Viterbo.


Prêmio Ordem de Mérito Cultural, da Câmara Municipal de Ribeirão Preto.


Prêmio FESICA, por três anos consecutivos, no festival da música simonense, realizado pela Prefeitura de São Simão.


Prêmio Estímulo à Música no Teatro, no festival de teatro de Tatuí, com a peça “Liberdade, liberdade”, de Flávio Rangel.


Prêmio Tim 2007, pelo disco Pietá, de Milton Nascimento.


Conferido o diploma Grammy 2007 pela obra “Carta à Amiga Poeta” de Simone Guimarães e Francis Hime.

Domingo, 12 de Dezembro de 2010

AFINAL O SOL JÁ TEM DONO (A)


O sol quando nasce é para todos, mas parece que já tem dona...É verdade, uma cidadã espanhola registou o sol como propriedade sua! Está aberto o caminho para outros registos marados e cobrança de impostos. Poderão ler a notícia aqui... À luz do mesmo, enquanto podemos e enquanto, por cá não se lembram de fazer o mesmo à lua, aguardemos, "com tranquilidade", pelos próximos textos, divulgações e entrevistas...

Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2010

MATEMÁTICA

(Kostabi)
                                                                                                                            
                                                                                     

Imaginou-a… Sem reticências… Despiu-a para além das palavras, num beijo sibilado com dolência… E perderam-se na gramática dos afectos… Sem pontuação.



As palavras , sempre elas, sussurravam vontades, respirando forte, ao ouvido, as entrelinhas do desejo.


Tocava-lhe agora a face, o seio, passeando-se, descarado, pelo ventre.


O corpo a fazer-se instrumento do amor, a vontade serva da paixão e a manhã a chegar às escondidas, pé ante pé, como se fazê-lo às claras fosse uma afronta.


Sem pré-aviso , de beijo em riste e sorriso pronto, selaram os bons dias , caíram no abraço e abriram a janela a tantas outras propriedades simples da equação.


Afinal, na matemática do amor, não havia problema, apenas solução…



A SAIR DO FUNDO DO POÇO

(Quinta da Regaleira)

                                             
E parece que as palavrinhas saíram do fundo do poço...A preparar duas entrevistas ( um escritor e um músico), o texto para logo mais à noite num registo diferente e a terminar outros dois. Uma chrge humorística sobre a revolução e um texto, digamos, desconcertante. De caminho ainda há tempo para divulgar uma cantora Cearense.... UFF!

Sexta-feira, 3 de Dezembro de 2010

SEM PRESSÕES...

São assim as marotas das palavras, escorregadias, esconsas, difíceis. Enre o humor cáustico e a memória doce, antes que descambem no final trágico, vamos à cata delas... sem pressões...